Viver na Esperança um desafio para o hoje

Alagoa Nova, 14 de janeiro de 2021

Luiz Carlos Rodrigues da Silva

    Hoje falamos muito sobre a necessidade de se cultivar a esperança e mais ainda diante do caos que enfrentamos na sociedade. Somos bombardeados por todos os lados, pelos fatores externos: como política, economia, saúde, Educação, Lazer etc. ou internos como os da ordem psíquica. Não precisa nem listar mais - os que apresentamos são suficientes para nos distanciar da esperança. Mas como ser homens e mulheres da esperança? 

    Primeiro precisamos afastar de nós o pensamento de que todo o sofrimento que enfrentamos é castigo. Já escrevemos, em outra oportunidade, sobre a pedagogia do sofrimento - em resumo: ele, o sofrimento, não pode ser visto como fatalidade, mas como consequência de um caminho que leva ao aprendizado e a superação. Depois não podemos ver a esperança como sendo algo espontâneo do ser humano, ou seja, algo que é natural como são os desejos, instintos e os sonhos. A esperança é algo além, está ligada diretamente a nossa fé. O teólogo José Comblin vai firmar que a esperança não é sensível, mas puramente constituída da fé: "A esperança não se fundamenta em argumentos sensíveis. O que esperamos é justamente aquilo que parece impossível, para o qual nenhuma ciência experimental, nenhuma razão nos oferece argumentos convincentes.".(Comblin, José. Viver na Esperança. p. 398). Assim, podemos concluir que a esperança é uma espera nas transformações oriundas do círculo natural da vida humana. 

    É necessário ter fé para se chegar a esperança. O papa Francisco afirma que a fé não é um mágica que apaga o sofrimento, mas é luz que ilumina o caminho: "A fé não é luz que dissipa todas as trevas, mas é lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho." (Lumen Fidei. p.57). Ainda o papa faz um apelo para adicionarmos, à nossa caminhada de fé, à prática da caridade. Apenas com a junção da fé e da caridade podemos caminhar rumo a esperança para o futuro certo e distante da lógica mundana do egoísmo e da divisão. 

    Portanto, para sermos homens e mulheres de esperança precisamos restabelecer a fé e a caridade em nossa vida. Assim, caminharemos na esperança e distantes da lógica do mundo que nos reduz e aprisiona ao sofrimento de fatalidade. 
    
Deixo três perguntas para reflexão: 

1) Como enxergo o sofrimento? 
2) Como busco fortalecer minha fé? 
3) Busco ser esperançoso/sa?  


Luiz Carlos é Comunicólogo e estudante de Filosofia pela UNICAP

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