O DILEMA DAS REDES SOCIAIS: documentário escancara lado obscuro da inteligência artificial e especialistas dizem que as redes sociais na internet estão colocando a humanidade em risco


Anteriormente publicamos um texto sobre a inteligência artificial, nas redes sociais da internet, e o perigo real para construção cognitiva do usuário.  A publicação (leia aqui), traz uma reflexão sobre os benefícios positivos para o avanço da comunicação na sociedade contemporânea, mas também mostra os malefícios quando usada sem moderação. O assunto, mesmo parecendo de pouca importância por ser do mundo virtual, é impactante diretamente na construção comunicativa e social dos indivíduos. 

A Netflix, lançou um documentário "O dilema das redes sociais", dirigido por Jeff Orlowski, com participação de especialistas na área de tecnologia e muitos deles são ex-funcionários de grandes empresas exemplo: Google, Instagram, Facebook  e outros nomes. O documentário traz comentários sobre os perigos ocasionados pela inteligência artificial, nas redes sociais na internet, por exemplo: fomentação da polarização política (inclusive a brasileira); agravamento de doenças psicossociais; consumismo; alienação etc.  

Os especialistas, ex-funcionários das empresas, contam os reais motivos das redes na internet, sendo estes com finalidade exclusiva para despertar, através da publicidade, o desejo de consumir o que é uma oportunidade a custo baixo para as grandes empresas anunciadoras.  Assim, o usuário é bombardeado por informações criada por estes algoritmos, que tem a missão prender a atenção, levando a um mudo virtual personalizado. No entanto, o que parece ser bom, é análogo ao episódio do famoso cavalo de Tróia.  Este "mundo" inclui: propagação de notícias falsas, incitação ao ódio, violência física e verbal, distorção da verdade com teorias da conspiração; dúvida do óbvio; troca das relações físicas por relações virtuais e etc. 

"As pessoas acham que o Google é só uma ferramenta de busca, e que o Facebook é só onde vejo meus amigos. Mas elas não percebem que eles estão competindo pela sua atenção. [...] Se você não está pagando pelo produto, você é o produto" – é o chamado "capitalismo de vigilância". (Tristan Harris)

Precisamos está atentos para alguns aspectos: as empresas, de redes sociais na internet, estão sempre aprimorando suas métricas para atrair e fixar cada vez mais o usuário, porém este 'avanço'  não inclui uma avaliação dos efeitos negativos sobre o usuário; o que é gratuito aparentemente custa muito mais, já que você e o seu 'mundo' personalizado são os produtos de investimento em dois mercados distintos o da rede social que vende suas atividades para o anunciante e o anunciante que passa a ser vendedor. Na prática você que é o produto passa a ser também  o consumidor; a realidade virtual utiliza-se de técnicas psicológicas que são baseadas no seu comportamento na rede que gera  uma publicidade direcionada  (também personalizada) com um poder de persuasão mais forte. 

Por fim, recomendo o documentário que está disponível na plataforma de streaming da Netflix (link disponível - mas requer assinatura no serviço), e o espaço está aberto para você deixar seu comentário sobre o tema. 


Luiz Carlos Rodrigues da Silva é comunicólogo e estudante de filosofia 

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